CURSO
DANÇA DO VENTRE OU DANÇA ORIENTAL ÁRABE
* Morgan Mahira (Michele Nogueira) *
Há estudos que consideram a origem da Dança do Ventre, ou dança oriental árabe, ou ‘raks el shark’ (dança do leste) como primitiva, em culto aos Deuses Antigos e às Deusas. As sacerdotisas do Antigo Egito, por exemplo, dançavam para venerar a esses Deuses e pedir em nome do povo uma boa colheita para aquele tempo. Com a série de invasões que houve, as culturas acabaram se misturando e as danças sagradas saíram dos templos e tornaram-se populares, invadindo palácios e cidades, inclusive as ruas. O sagrado torna-se festivo, mas mantendo muitos aspectos do sagrado, e a dança que conhecemos hoje como Dança do Ventre apresenta aspectos de várias culturas orientais, mas sempre profundamente ligada aos arquétipos femininos e seus elementos da natureza.
Atravessou o oceano e foi parar em Hollywood, através dos filmes e shows, mas com sua festividade ‘sagrada’ já distorcida pelas mentes fantasiosas dos ocidentais. No Brasil, chegou através da dançarina Shahrazad, considerada a ‘mestra das mestras’ e é difundida até hoje por ela e por várias outras dançarinas conceituadas, muitas buscando resgatar o sagrado perdido na Antigüidade.
Dentre os vários benefícios que essa dança essencialmente feminina apresenta, cito alguns:
– Melhora a postura, auxiliando na correção da lordose e outros problemas de coluna, ajudando inclusive a diminuir dores nesta e em outras regiões do corpo.
– Trabalha praticamente todas as articulações do corpo, estimulando o fluxo de energia e o alongamento, além de mostrar bons resultados em casos de LER (lesão por esforço repetitivo)
– Torna o corpo flexível, alongado e fortalece a musculatura das pernas e abdômen.
– Modela o corpo feminino, tornando-o curvilíneo e acinturado.
– Emagrece quando praticada com regularidade.
– Aumenta a circulação do sangue, diminuindo a celulite.
– Diminui cólicas menstruais, auxiliando inclusive para amenizar os efeitos da TPM e da menopausa.
– Massageia os órgãos internos da região abdominal, diminuindo problemas de má digestão e prisão de ventre.
– Desperta o lado feminino da mulher, diminuindo o estresse físico e mental.
– Fortalece a auto-estima, pois a mulher passa a se valorizar mais, sem se importar com padrões impostos pela sociedade.
– Trabalha e re-harmoniza os chackras, melhorando o fluxo de energia através dos mesmos.
Em síntese, é uma dança completa para as mulheres, pois auxilia no reencontro de sua totalidade.