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Rapper pelotense "Kaffu"
há cinco anos é convertido
ao Islã
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HIP HOP
SOM DE PRETO SEM FRONTEIRAS
Em visita à cidade natal, Vinicius
Madruga Simões – rapper Khaffu –, no
estúdio do amigo "Menega", gravou faixas
do novo CD "Fankologia". Também esteve
no show do MV Bill, e reencontrou integrantes do movimento
Hip Hop. Desde 2003, convertido ao Islã, como muçulmano
se identifica Ali Jamal Shabbazz. Biólogo, nesta
semana retornará a São Paulo.
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CD
"EP" lançado
há dois anos, tem sete
faixas, e conta com participações
do africano Milli, afegão
Farhad Kazizadha, B-Negão
e Dom Negrone (Rio de Janeiro),
Emerson Nunes, Vaguinho No Treta,
Dom Brown 12 Máfia e Guimas
(Pelotas). No encarte, citações
do Alcorão.
Pra escutar na Internet: www.myspace.com/khaffu.
E-mail: khaffu10@hotmail.com. |
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Aquele que fizer um bem, quer seja do peso de um átomo,
vê-lo-á; e aquele que fizer um mal quer seja
do peso de um átomo, vê-lo-á. Versículos
do Nobre Alcorão Sagrado, que constam no encarte
do CD do Khaffu. Desde 2004 fora de Pelotas, ele residiu
em locais como Montenegro e Rio de Janeiro. Sua atividade
profissional exige viagens a Goiás e Mato Grosso.
As andanças têm proporcionado inúmeras
experiências, contatos e aprendizado. Essa diversidade
está presente no CD, cuja primeira faixa é
Hakuna Mipaka. Conforme Khaffu, o significado é
"Sem fronteiras". E a proposta está presente
nas participações, pois o rapper conta com
os vocais do africano Milli que canta em suarili, e o
afegão Farhad que canta em farsi. Essa interação
contrasta com o português de Khaffu, cujos versos
falam de negritude e locais como a Cohab Tablada. A gravação
ocorreu em Porto Alegre, e a sonoridade da base escolhida
é ótima.
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2001: no Hip Hop contra
a fome
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CURTIÇÃO sonora é
funk de 2004. Já "Mentes em raciocínio"
conta com BNegão (ex-Planet Hemp), e foi gravado
no Rio de Janeiro. Em "Saudades", participação
do irmão Vaguinho, num Rap com levada soul. Som
de preto também com BNegão é de 2004
e tem Emerson Nunes no cavaquinho e percussão,
Menega no baixo. "Essa é pros guri" é
Rap que dialoga com a sonoridade gaúcha. "Não
é o fim" foi a primeira música, escrita
em 2002.
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Participando da ONG
"Lanceiros Negros" em 2002
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HISTÓRIA - Samba e black music
ele ouvia em casa na infância. Adolescente, as festas
na B-52. Período em Alegrete também, onde
sentiu a intensidade da discriminação racial.
Inquieto, passou a ouvir o Rap do Racionais, Gog, DMN
e Sistema Negro. Na ONG Griô, participou das reuniões
de jovens negros. Em 1996, criou o "Revolta Black",
grupo que durou até 2004. A conversão ao
Islã, explica, foi influenciada por referências
como Malcolm-X. Neste ano participa do CD "Muhamed
Yahya de Blind Alphabeatz, que reside em Londres.
Permitida a reprodução
em qualquer meio, desde que citada a fonte e
mantidos integralmente todos os créditos.
Honre o Divino em você, honrando o Divino nos
outros.
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