Fevereiro/2009 – Lua Galáctica do Falcão do Ano Tormenta Elétrica Azul
 
:: EDITORIA

CRISE


Nunca é demais recordar como a dor e a vida formam uma parceria indissolúvel.

A força da Lua indubitavelmente modula o impulso do Ser Solar, modelando-o de acordo com a sua própria necessidade.

Nada existe por acaso.

Nem Terra, nem Sol, nem Lua.

Assim é quando a dor da contração indica o momento do parto, assim é quando a perda do ente querido grava indelevelmente a sua memória em nossa alma dolorida.

E assim é quando a dor da crise indica a hora de despertar da letargia. Aliás, letargia tem apenas uma letra a mais do que alegria. O “t”, a cruz, o calvário talvez, que devemos encarar e superar para descobrir a alegria.

Assim depois do parto, a alegria da vida.

Assim após a morte, a alegria da missão cumprida.

Assim, após a letargia, o despertar para a própria alegria.

Não há porque imaginar que as crises devam ser evitadas.

Todos sabemos que elas são necessárias.

Todos sabemos que a nossa organização social tem os dias contados, mas simplesmente não sabemos o que fazer com relação a isso.

Permanecemos na letargia.

E quando vem a crise podemos nos posicionar. Ou podemos nos desesperar se não formos capazes de despertar.

Mas podemos compreender o que deve ser feito; como abrir mão do que não serve mais, ou dos próprios desperdícios do dia-a-dia.

E assim trabalhar na educação da nossa vontade, fortalecendo-a.

A crise é o momento em que somos chamados a ver o que não estamos vendo, a lidar com aquilo que não queremos, ou simplesmente realizar efetivamente aquilo que já sabemos ser preciso.

Também é possível aproveitar-se indevidamente da crise, mas isto com certeza gerará outra crise até que o defeito seja corrigido.

Pois é sempre de crise em crise que vamos nos construindo, acertando nossas idéias, nossas ações, nossas crenças, nossas visões, nossos princípios.

Podemos ler e reler incansavelmente obras e obras educadoras e inspiradoras do espírito humano, mas nada haverá de se comparar à efetiva experiência da crise.

Seja bem-vinda a crise, como já dizia Confúcio, que não se conformava quando as coisas mantinham a aparência de boazinhas.

Sabia ele que tudo está sempre em movimento e que sem a ocorrência da crise tudo se estagnaria.

Vamos enfrentar, vamos crescer, vamos reconhecer e trabalhar para desenvolver os nossos próprios talentos.

Vamos morrer e renascer quantas vezes for necessário para nos tornarmos verdadeiramente humanos e íntegros.

Tudo para que se possa encontrar finalmente a alegria primordial que habita o ser interior, aquela que anda fugidia, já que confundida com tantos eventos externos.

Saúde, sustento e alegria, aprendi com a sabedoria judaica.

E quem poderá sentir-se feliz perdendo alguma dessas três dádivas divinas?


* Engenheiro Eletricista, Astrólogo, Tarólogo, Terapeuta Holístico e praticante de Xamanismo – Cotia/SP.
E-mail: sfrug@uol.com.br


Fevereiro/2009 – Lua Galáctica do Falcão do Ano Tormenta Elétrica Azul

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