CRISE
Nunca é demais recordar como a dor e a vida formam
uma parceria indissolúvel.
A força da Lua indubitavelmente modula o impulso
do Ser Solar, modelando-o de acordo com a sua própria
necessidade.
Nada existe por acaso.
Nem Terra, nem Sol, nem Lua.
Assim é quando a dor da contração
indica o momento do parto, assim é quando a perda
do ente querido grava indelevelmente a sua memória
em nossa alma dolorida.
E assim é quando a dor da crise indica a hora de
despertar da letargia. Aliás, letargia tem apenas
uma letra a mais do que alegria. O “t”, a
cruz, o calvário talvez, que devemos encarar e
superar para descobrir a alegria.
Assim depois do parto, a alegria da vida.
Assim após a morte, a alegria da missão
cumprida.
Assim, após a letargia, o despertar para a própria
alegria.
Não há porque imaginar que as crises devam
ser evitadas.
Todos sabemos que elas são necessárias.
Todos sabemos que a nossa organização social
tem os dias contados, mas simplesmente não sabemos
o que fazer com relação a isso.
Permanecemos na letargia.
E quando vem a crise podemos nos posicionar. Ou podemos
nos desesperar se não formos capazes de despertar.
Mas podemos compreender o que deve ser feito; como abrir
mão do que não serve mais, ou dos próprios
desperdícios do dia-a-dia.
E assim trabalhar na educação da nossa vontade,
fortalecendo-a.
A crise é o momento em que somos chamados a ver
o que não estamos vendo, a lidar com aquilo que
não queremos, ou simplesmente realizar efetivamente
aquilo que já sabemos ser preciso.
Também é possível aproveitar-se indevidamente
da crise, mas isto com certeza gerará outra crise
até que o defeito seja corrigido.
Pois é sempre de crise em crise que vamos nos construindo,
acertando nossas idéias, nossas ações,
nossas crenças, nossas visões, nossos princípios.
Podemos ler e reler incansavelmente obras e obras educadoras
e inspiradoras do espírito humano, mas nada haverá
de se comparar à efetiva experiência da crise.
Seja bem-vinda a crise, como já dizia Confúcio,
que não se conformava quando as coisas mantinham
a aparência de boazinhas.
Sabia ele que tudo está sempre em movimento e que
sem a ocorrência da crise tudo se estagnaria.
Vamos enfrentar, vamos crescer, vamos reconhecer e trabalhar
para desenvolver os nossos próprios talentos.
Vamos morrer e renascer quantas vezes for necessário
para nos tornarmos verdadeiramente humanos e íntegros.
Tudo para que se possa encontrar finalmente a alegria
primordial que habita o ser interior, aquela que anda
fugidia, já que confundida com tantos eventos externos.
Saúde, sustento e alegria, aprendi com a sabedoria
judaica.
E quem poderá sentir-se feliz perdendo alguma dessas
três dádivas divinas?
* Engenheiro Eletricista, Astrólogo,
Tarólogo, Terapeuta Holístico e praticante
de Xamanismo – Cotia/SP.
E-mail:
sfrug@uol.com.br
Fevereiro/2009 – Lua Galáctica do Falcão
do Ano Tormenta Elétrica Azul
Permitida a reprodução
em qualquer meio, desde que citada a fonte e
mantidos integralmente todos os créditos.
Honre o Divino em você, honrando
o Divino nos outros.
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