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ARTIGO
RECONCILIAÇÃO
FAMILIAR
* Sergio
Frug *
Não me canso
de agradecer por ter nascido em uma família das
mais bacanas.
Quase que uma família exemplar.
Claro que existem problemas entre nós, como sempre
existiram, mas não têm sido muito difíceis
de encarar.
Olhando daqui hoje, desta visão quase sexagenária,
posso observar como todas as questões familiares
que partiram de mim ou vieram a me atingir tiveram origem
em mim mesmo, nas minhas próprias questões
pessoais.
E toda uma trajetória vem sendo construída
através dos tempos para encarar esse fato de diversas
formas até reconhecer que o problema é comigo
mesmo.
Talvez diversas encarnações foram necessárias.
O meu horóscopo de nascimento mostra isso com clareza,
mas finalmente, depois de muitas raivas, ódios
e vinganças espalhadas por tantas vidas, depois
de inúmeros rastros abandonados e fios deixados
soltos, começo a reconhecer que tudo nasce em mim
mesmo.
É isto que quero compartilhar. Esta sensação
de que finalmente estou pronto e em plena ativação
do difícil ato da Reconciliação Familiar.
Como, me pergunto, como poderemos alcançar sucesso
efetivo em qualquer setor dessa vida sem antes nos reconciliar?
Esta história não apenas pertence à
própria Bíblia, mas certamente à
própria experiência do Homem no Planeta.
Para certas tradições nativas a Reconciliação
habita o Oeste, a direção para a qual todos
nos encaminhamos, querendo ou não, do Velho Mundo
para o Novo Mundo, do Fogo do Espírito para a Terra
da Matéria, da expansão para o recolhimento,
do nascimento para a morte, do ódio para a reconciliação,
enfim, do Leste para o Oeste.
E se um dia vamos mesmo nos reconciliar, porque não
começar desde já?
E por onde começar se não pela família,
pela origem de tudo, com as pessoas que mais nos afetam,
com quem mais nos relacionamos, e também que mais
amamos e eventualmente mais odiamos entre todas as demais?
Sobre este tema ouço muitas vezes dizer que são
os outros que não admitem ou não colaboram
para a reaproximação.
OK, então, mas se tudo nasce em nós mesmos,
se apesar de estarmos profundamente interligados e entrelaçados,
somos fundamentalmente seres individuais; o trabalho deve
ser feito sobre nós mesmos, em silêncio,
de preferência, com reconhecimento e resignação.
A dor que sentimos ao pensar em nos reconciliar é
diretamente proporcional à dor que causamos ao
nos separar. Mas a dor que sentiremos ao perceber como
seria necessária a reconciliação
para que a vida tivesse algum sentido, com certeza será
muito maior.
Possuidores então da humildade necessária,
enfrentaremos esta tarefa com determinação
e alegria por estar finalmente, acima de qualquer crença
ou conceito, reconhecendo o verdadeiro e absoluto poder
do nosso próprio coração.
Tudo que há começa na família e é
na família que devemos aprender tudo que há.
De nada adianta abandonar, pois teremos que retornar.
“Não vamos nos dispersar”.
* Engenheiro Eletricista,
Astrólogo, Tarólogo, Terapeuta Holístico
e praticante de Xamanismo – Cotia/SP.
E-mail: sfrug@uol.com.br
Junho/2007 – Lua Cristal do Coelho do Ano Lua Magnética
Vermelha
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